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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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CHINA: POLUIÇÃO AMBIENTAL É CAUSA DIRETA DE 360 MIL MORTES PREMATURAS POR ANO

Mäyjo, 14.09.16

poluição china

A poluição ambiental na China está a atingir níveis alarmantes. Um estudo conhecido esta semana revela que a queima de carvão no país provocou a morte prematura a cerca de 360 mil pessoas, só em 2013. Numa parceria entre a Universidade de Tsinghua, em Pequim, e o Health Effects Institute em Boston, EUA, os investigadores quiseram saber qual o verdadeiro impacto que as partículas de carvão e outras fontes têm realmente na saúde pública.

Ao que apuraram este número impressionante de vítimas teve origem em diversas situações. A queima industrial do carvão foi directamente responsável pela morte de 150 mil pessoas, as centrais de carvão contribuíram para mais 86500 falecimentos, e a queima de carvão e biomassa em cenário doméstico foi causa de mais 177 mil mortes. Também o sector dos transportes, acusado de emitir partículas inaláveis de PM2.5, contribuiu para 137 mil mortes prematuras.

Nos últimos anos, e muito condicionado por pressões internacionais, o governo chinês lançou uma série de medidas para reduzir a poluição do ar e emissões de gases de efeito de estufa. Entre as iniciativas tomadas conta-se a proibição de carros em algumas cidades, o encerramento de algumas fábricas ineficientes a nível ambiental, forte investimento em veículos eléctricos e a construção do maior mercado de energia renovável do mundo. Mas serão estas medidas suficientes?

As reformas implementadas têm obtido algum sucesso, com dados recentes a sugerirem que o uso de carvão na China caiu pela primeira vez no ano passado, consequência do abrandamento económico do país e do aumento do investimento em energia limpa. No entanto, o estudo agora divulgado não é optimista. Mesmo com os esforços mais ambiciosos, alegam os investidores, o governo chinês enfrenta sérias dificuldades no controle real da poluição ambiental do país. Nos próximos dez anos o impacto na saúde pública pode ainda ser maior, avisam.

Foto: Kydo News 

AQUECIMENTO GLOBAL: INVERNOS MAIS AMENOS NÃO VÃO SIGNIFICAR MENOS MORTES

Mäyjo, 23.10.15

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O aquecimento global não será sinónimo de menos mortes durante os meses de inverno nas latitudes mais a norte, onde as temperaturas frias são mais severas e provocam a morte de várias pessoas.

A conclusão é de um novo estudo norte americano que indica que assumir tal probabilidade é arriscado. A teoria de que o aumento das mortes durante os meses de verão, que se tornam cada vez mais quentes, será contrabalançada com menos mortes durante o inverno, que também se torna mais quente, é contrariada por este novo estudo.

A investigação, que durou vários anos, analisou as taxas de mortalidade relacionadas com as temperaturas sazonais, especialmente entre as pessoas mais idosas, num total de 39 cidades – a maioria nos Estados Unidos e três em França.

“As nossas conclusões sugerem que a redução nas taxas de mortalidade relacionadas com o frio num clima mais quente será muito menor que aquela que está a ser assumida”, lê-se no estudo, cita o Guardian. A investigação, liderada por Patrick Kinney, do Instituto da Terra da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, foi publicada na revista científica Environmental Research Letters.

“Percebemos que o excesso de mortalidade no inverno não depende da variação da temperatura sazonal e não era menor em cidades mais quentes por comparação com cidades mais frias, o que sugere que a temperatura não é um elemento chave para a mortalidade excessiva no inverno”, indicam os investigadores no estudo.

Embora os investigadores reconheçam de que os padrões da temperatura sazonal têm um impacto na saúde humana, muitos outros factores influenciam a taxa de mortalidade durante o inverno, especialmente em pessoas mais velhas. Doenças como a gripe – muitas vezes contraída através de encontros familiares durante o inverno – têm um impacto muito maior nas taxas de mortalidade que o frio.

AR MAIS LIMPO SALVARIA DOIS MILHÕES DE VIDAS POR ANO

Mäyjo, 31.07.15

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A cidade mais poluída do mundo

RIO DE JANEIRO: POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA MATA MAIS QUE ACIDENTES DE VIAÇÃO

Mäyjo, 10.07.15

Rio de Janeiro: poluição atmosférica mata mais que acidentes de viação

Os congestionamentos do trânsito no Rio de Janeiro têm aumentando vertiginosamente em função das inúmeras intervenções e obras em vários pontos da cidade brasileira, o que tem causado mais prejuízos à saúde dos cidadãos do que horas perdidas, de acordo com o Menos Um Carro.

Entre 2006 e 2012, 36.194 pessoas morreram em consequência de doenças causadas pela poluição atmosférica, segundo uma pesquisa de Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS). Este número é ainda mais alarmante quando comparado com o número de mortes provocadas por acidentes de trânsito entre 2006 e 2011: de acordo com dados do Mapa da Violência de 2013, 16.441 pessoas morreram no Rio de Janeiro, ou seja, menos da metade das mortes por poluição, informa o Jornal do Brasil.

Ainda de acordo com o estudo do ISS, em média, 14 pessoas morreram no Rio de Janeiro por dia devido à poluição atmosférica. Além disso, a pesquisa calcula que os óbitos por causa da poluição podem ultrapassar os registos de morte por VIH, cancro da mama e de próstata no estado do Rio de Janeiro, mesmo que as emissões de poluentes diminuam ao longo dos anos.

Cerca de 77% da poluição no Rio de Janeiro resulta da emissão proveniente dos carros, conclui o estudo. Segundo Evangelina Motta Pacheco, directora do ISS e coordenadora do estudo, “os parâmetros de medição de poluição do estado estão desfasados. Por isso, a pesquisa usou os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que chegam a ser três vezes mais rígidos que os da legislação brasileira. Baseada nesses dados, a pesquisa mostrou que no estado do Rio de Janeiro a taxa de poluentes chega a ser duas vezes maior do que o que é determinado pela OMS”.

“Existem cidades no estado [do Rio de Janeiro] em que a taxa chega a ser três vezes maior, mas isso é apenas a média por ano. Durante a realização do estudo, quando analisamos a relação das emissões por dia, verificámos que estas chegam a ser entre seis até dez vezes maior do que é considerado para se ter um efeito mínimo na saúde”, alerta.

O trânsito do Rio de Janeiro já chegou a ser classificado como o terceiro pior do mundo, em 2012, e a situação não parece ter melhorado ao longo dos anos. Em 2013, um estudo indicou que o tempo que os brasileiros passam no trânsito superou o tempo dos congestionamentos em São Paulo.

Foto: epSos .de / Creative Commons